Dois Segredos da Gastronomia Francesa!

Quem não é apaixonado pela gastronomia francesa? O curioso é que muitas pessoas respondem a essa pergunta, seja positiva ou negativamente, e no fundo não tem idéia do que seja de fato a Gastronomia Francesa. O que é perfeitamente normal, já que o tema é apaixonantemente profundo e exige um pouco de estudo pra quem quer realmente curtir e aproveitar esse universo de sabores e experiências. Vamos partir do começo? Um fato básico: Em 2010, a gastronomia francesa foi incluída pela UNESCO, na lista do patrimônios imaterial da humanidade. Isso se deu porque os especialistas consideraram que a gastronomia francesa, com seus rituais e sua apresentação para se preparar a comida, reúne as condições necessárias para fazer parte dessa importante lista. Isso porque, segundo os experts no assunto, a gastronomia francesa está diretamente ligada a uma "prática social destinada a celebrar os momentos mais importantes da vida dos indivíduos e dos grupos". E como marido de uma francesa, eu posso afirmar por experiência própria: tudo, ou quase tudo, gira em torna da comida. É claro que no Brasil e pelo mundo, a comida sempre está presente nas festividades e nos encontros sociais. Mas às vezes ela fica de lado numa mesa à parte e as pessoas vão se servindo, ou às vezes existe uma pausa rápida para consagrar o alimento. Na França ela é o centro. Horas e horas em volta da mesa, o banquete (palavra de origem francesa) vai acontecendo prato à prato, regado a diferentes tipos de vinhos e outras bebidas... Pra cada festa e momento social, exige um prato específico, ou uma sobremesa "X", acompanhado do vinho "Y"... As combinações de elementos são explosivas, e a experiência é fatal. Come-se bem, vive-se bem. E essa arte do comer bem e beber bem (bien manger et bien boire) envolve também equilíbrio e até saúde. Come-se variado, come-se rico, mas come-se pouco, ou pelo menos pouco de cada coisa. Tudo tem muita manteiga, mas os franceses guardam, na média, um corpo magro e um bio-tipo ativo. Conhecer melhor a gastronomia francesa é um dos quesitos importantes pra quem aproveitar melhor a vida. Aprender o que combina bem com o que, o que e harmoniza bem com o que, etc. Um exemplo rápido é gorgonzola, nozes e pera... São três elementos que juntos funcionam muito bem em saladas, ou por exemplo em um risoto ou até como molho de uma massa fresca. E por aí vai... Outro segredo seria a mistura de maionese com toranja (pomelo / grapefruit) em saladas. A mistura do amargor cítrico específico dessa fruta com a untuosidade da "mayonnaise" (leia-se maionese francesa que vem com um toque de pimenta do reino e de mostarda forte) fecha muito bem com carne de caranguejo (pra quem come frutos do mar, claro, mas opção vegetariana também é uma delícia)... E claro que aprender isso em francês ganha um brilho especial, já que estudar francês com temas que gostamos é muito mais fácil pois nem parece estudo, o aprendizado simplesmente acontece. Digo isso porque sei que você de alguma forma tem interesse na língua francesa, logo aprender com gastronomia vai ser como matar dois coelhos com uma cajadada só: pois aprende-se francês de forma prazerosa, e descobre-se um universo infinito, cheio de sabores e experiências que podem enriquecer nossas vidas... ; ) Não podemos esquecer que língua é cultura. O idioma e a sociedade (na qual ele se desenvolveu e é utilizado) têm uma relação muito forte entre si. PORTANTO, estudar francês com gastronomia francesa não é apenas uma dica prazeroso cheia de sabor (rs...) é também uma proposta pedagógica interessante. Termino esse e-mail com essa dica e a proposta que vocês pesquisem mais sobre o assunto, busquem receitas em francês na internet, e tentem colocá-las em prática, ok? Um grande abraço, Prof. Rafael Tosta Francês Cultural - O francês mais saboroso pra você ! ; )  
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O que significa a expressão: “S’envoyer des fleurs”?

O Dia dos Namorados passou e com certeza muitos presentearam a pessoa amada com flores ou outros mimos. Enviar flores é uma prática cuja origem remonta à Grécia Antiga, como forma de recompensa às pessoas que desempenhavam bem suas tarefas, como declaração de amor, como mensagem de boas-vindas às crianças recém-nascidas e também como presente a personalidades da época. Ainda que essa tradição tenha ganhado outros significados em diferentes épocas e diferentes países, continua sendo uma prática que perdura até os dias de hoje. Mas uma coisa é certa: « s’envoyer des fleurs », ou seja, « enviar flores a si mesmo » é um ato um tanto quanto esquisito, que só uma pessoa muita vaidosa (ou com dupla personalidade… rs !) seria capaz de fazer. Em francês, utilizamos essa expressão justamente de maneira pejorativa quando nos referimos a alguém que adora fazer elogios a si mesmo. Se enviar flores seria uma maneira de chamar atenção, de mostrar seu valor às outras pessoas, já que ninguém foi capaz de fazê-lo no seu lugar. Tradução: La Fête des Amoureux (dont l’équivalent en France est la Saint-Valentin, le 14 février) est déjà passé et sûrement beaucoup ont offert à son/sa bien aimé(e) des fleurs ou d'autres cadeaux. Envoyer de fleurs à quelqu’un est une pratique qui remonte à la Grèce Antique, comme une récompense aux personnes qui ont bien accompli leur missions, comme une déclaration d'amour, comme un message de bienvenue aux nouveau-nés, ainsi qu’une manière de rendre hommage aux personnalités de l'époque. Bien que cette tradition ait gagné d'autres significations à des différents moments et dans différents pays, elle reste une pratique qui perdure jusqu'à ce jour. Mais une chose est sûre: « s’envoyer des fleurs » est un acte un peu étrange dont seule une personne égocentrique (ou ayant une double personnalité… lol) serait capable. En français, nous utilisons cette expression justement de façon péjorative quand on parle de quelqu'un qui aime se vanter. S’envoyer des fleurs serait donc un moyen d'attirer l'attention sur soi, pour montrer sa valeur aux autres, puisque personne n’a été capable le faire à sa place. Bons estudos!  
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Je vole – Michel Sardou

https://www.youtube.com/watch?v=MZLmpWV_T_E (Versão interpretada pela cantora e atriz Louane no filme « La Famille Bélier ») https://www.youtube.com/watch?v=v9awpUCxDcU (Versão com Michel Sardou)   Se você ainda não assistiu ao filme « La Famille Bélier », vá correndo assistir! Esse filme de 2014 já se tornou um marco do cinema francês, na França e no exterior. Além da história super divertida e emocionante, o filme tem como trilha sonora várias canções de Michel Sardou, um dos cantores e compositores mais conhecidos da França. « Je vole » é a minha música favorita desse filme, pois além de ser lindamente interpretada pela Louane Emera – cuja voz angelical lhe deu o primeiro lugar do The Voice France, em 2013 –, ela ainda traz uma mensagem tocante de alguém que deixa  a casa dos pais para voar, e viver suas próprias aventuras. Si vous n'avez pas encore vu le film « La Famille Bélier », allez vite le voir! Ce film de 2014 est déjà devenu une référence dans le cinéma français, en France et à l'étranger. En plus de son histoire à la fois drôle et émouvante, sa musique est composée par de nombreuses chansons de Michel Sardou, l'un des chanteurs et compositeurs français les plus connus. « Je vole » est ma chanson préférée dans ce film, car non seulement elle a été magnifiquement interprétée par Louane Emera – dont la voix angélique lui a permis de remporter The Voice France en 2013 –, mais elle apporte aussi un message touchant de celui qui quitte la maison familiale pour voler et vivre ses propres aventures. Transcrição: Je Vole Mes chers parents, je pars Je vous aime mais je pars Vous n'aurez plus d'enfant Ce soir Je n'm'enfuis pas, je vole Comprenez bien, je vole Sans fumée, sans alcool Je vole, je vole Elle m'observait hier Soucieuse troublée, ma mère Comme si elle sentait, en fait elle se doutait Entendait J'ai dit que j'étais bien, tout à fait l'air serein Elle a fait comme de rien, et mon père démuni A souri. Ne pas se retourner, s'éloigner un peu plus Il y a la gare, une autre gare et enfin, l'Atlantique Mes chers parents, je pars Je vous aime mais je pars Vous n'aurez plus d'enfant Ce soir Je n'm'enfuis pas, je vole Comprenez bien, je vole Sans fumée, sans alcool Je vole, je vole J'me demande sur ma route Si mes parents se doutent Que mes larmes ont coulé Mes promesses et l'envie D'avancer Seulement croire en ma vie Tout ce qui m'est promis Pourquoi, où et comment Dans ce train que s'éloigne Chaque instant C'est bizarre, cette cage Qui me bloque la poitrine Je ne peux plus respirer Ça m'empêche de chanter Mes chers parents, je pars Je vous aime mais je pars Vous n'aurez plus d'enfant Ce soir Je n'm'enfuis pas, je vole Comprenez bien, je vole Sans fumée, sans alcool Je vole, je vole La la la la la la La la la la La la   Tradução: Je vole Eu Voo Meus queridos pais, eu vou embora Eu os amo, mas eu vou embora Vocês não terão mais filhos Esta noite Eu não estou fugindo, eu estou voando Entendam: Eu voo Sem cigarros, sem bebidas Eu voo, eu voo Ela estava me observando ontem Incomodada e perturbada, minha mãe Como se ela sentisse, na verdade, ela suspeitava Ouvia Eu disse que estava bem, mostrando o ar sereno Ela fez como se não fosse nada, e meu pai impotente Sorriu Não se vire, afaste-se um pouco mais Tem a estação, e outra estação e enfim, o Atlântico Meus queridos pais, eu vou embora Eu os amo, mas eu vou embora Vocês não terão mais filhos Esta noite Eu não estou fugindo, eu estou voando Entendam: Eu voo Sem cigarros, sem bebidas Eu voo, eu voo Eu me pergunto no meu caminho Se meus pais suspeitam Que minhas lágrimas escorreram Minhas promessas e o desejo De avançar Apenas acreditar na minha vida Tudo o que me foi prometido Por que, onde e como Neste trem que se afasta A cada momento É estranho, esta gaiola Que bloqueia meu peito Eu não posso mais respirar E me impede de cantar Meus queridos pais, eu vou embora Eu os amo, mas eu vou embora Vocês não terão mais filhos Esta noite Eu não estou fugindo, eu estou voando Entendam: Eu voo Sem cigarros, sem bebidas Eu voo, eu voo La la la la la la La la la la La la Eu voo Bons estudos!
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Aprender francês com vídeos: Lés événements du Mai 68 résumés en 3 minutes

https://www.youtube.com/watch?v=vt0dGwe7e-U Para comemorar os 50 anos de maio de 68, já mostramos aqui um emocionante artigo que nos transportou para as ruas de Paris há 5 décadas atrás, onde jovens revolucionários mudavam o país (e o mundo), embalados por músicas e gritos de guerra que marcaram a história. Que tal revermos os acontecimentos através desse vídeo explicativo que resume o que aconteceu durante nesse memorável evento? Transcrição: En 1968, la France s’ennuie, De Gaulle aussi. L’Hexagone est en paix de tous côtés à l’abri des soubresauts internationaux. Le « baby boom » relève un nouvel acteur social : le jeune. Pour lui, l’imagination est plus nécessaire que l’expansion. Les libertés individuelles et l’épanouissement personnel doivent être hissés au firmament. Le 22 mars, c’est l’étincelle. Une centaine d’étudiants prennent d’assaut la tour administrative de la Faculté des Lettres de Nanterre. Excités pas Daniel Cohn Bendit dit « Daniel, le Rouge ». Le 2 mai, trotskiste, maoïstes et anarchistes organisent une journée anti-impérialiste. Au programme : occupation d’amphithéâtres. Le lendemain Nanterre est fermé. Résultat : la Sorbonne est occupée. La police intervient avec brutalité, 600 arrestations et 100 blessés. La fronde s’étend. La fermeture de la Sorbonne jette les étudiants dans la rue. Le 6 mai, les affrontements dans le Quartier Latin font 900 blessés. Le lendemain 30.000 étudiants défilent sur les Champs-Élysées. Le mouvement gagne la plupart des villes universitaires. Dans la nuit du 10 au 11 mai, Paris barricadé, c’est l’anarchie sur les pavés. L’élan devient soulèvement. Nouvelle nuit d’émeutes. Les CRS prennent d’assaut 60 barricades : 367 blessés graves, dont 251 policiers. La population voit cette agitation avec sympathie. L’insurrection change de catégorie. Des grèves soudaines touchent plusieurs usines. Le 18 mai, la France compte 2 millions de grévistes. Le 19 mai, à l’Elysée, dans son palais, le général De Gaulle déclare : « la reforme oui, la chienlit, non. ». Le 20 mai, 6 million de grévistes. Le 24 mai, c’est le sommet : 10 millions de grévistes. Dans la nuit des commissariats sont attaqués. A Lyon, un commissaire est tué. Un mois après, poursuivi par des policiers, un lycéen mort noyé. La France est paralysée. La crise est devenue sociale. Le 27 mai, augmentation du SMIG et des salaires, réduction du temps de travail, abaissement de l’âge de la retraite : syndicats, patronats et gouvernement trouvent un accommodement. Ce sont les accords de Grenelle. Pour autant, les ouvriers des grandes entreprises ne se prononcent pas en faveur de la reprise du travail. Le 29 mai, en pleine crise, le conseil des ministres est ajourné. Pendant sept heures, De Gaulle se volatilise. Il part à Baden-Baden pour y consulter son camarade, le général Massu. Un coup pour les français. Mais un coup de pouce pour le chef de l’Etat qui réagit. Le lendemain, ça pétille sous son képi. Remaniement ministériel, dissolution de l’Assemblée Nationale : le soir même un défilé à l’appel des gaullistes réunit un million de personnes sur les Champs. Après deux semaines de paralysie, les dépôts de carburant sont débloqués. Le 4 juin, reprise du travail dans certaines entreprises. Et progressivement à EDF-GDF, la SNCF, la RATP et les PTT. Enfin, les 23 et 30 juin, aux élections législatives, l’Union des démocrates pour la République obtient la majorité absolue. Du jamais-vu. De Gaulle a gagné. Mais rien ne sera plus comme avant. Pour Daniel Cohn Bendit : « Nous avons proclamé les droits du présent contre le passé, porté les voix de l’instant face aux gardiens de musée. »   Tradução: Em 1968, a França está entediada, De Gaulle também. O « Hexágono » está em paz por todos os lados, protegida dos conflitos internacionais. O « baby boom » revela um novo ator social: o jovem. Para ele, a imaginação é mais necessária que a expansão. As liberdades individuais e a realização pessoal devem ser içadas ao firmamento. No dia 22 de março é a faísca. Uma centena de estudantes invadem a torre administrativa da Faculdade de Letras de Nanterre. Inflamados por Daniel Cohn Bendit, conhecido como « Daniel, o Vermelho ». No dia 2 de maio, trotskistas, maoistas e anarquistas organizam um dia anti-imperialista. No programa: ocupação dos anfiteatros. No dia seguinte, Nanterre é fechada. Resultado: a Sorbonne foi ocupada. A polícia intervém brutalmente, 600 prisões e 100 feridos. O estilingue se estende. O fechamento da Sorbonne joga os estudantes na rua. No dia 6 de maio, os confrontos no Quartier Latin fazem 900 feridos. No dia seguinte, 30.000 estudantes desfilam nos Champs-Elysées. O movimento ganha a maioria das cidades universitárias. Na noite de 10 a 11 de maio, Paris está em barricada, a anarquia toma as ruas. O momento se torna rebelião. Nova noite de tumultos. O CRS invade 60 barricadas: 367 feridos gravemente, incluindo 251 policiais. A população vê essa agitação com simpatia. A insurreição muda de categoria. Greves repentinas afetam várias fábricas. Em 18 de maio, a França tem 2 milhões de grevistas. Em 19 de maio, no Elysée, em seu palácio, o general De Gaulle declara: « A reforma sim, a bagunça, não. ». Em 20 de maio, 6 milhões de grevistas. 24 de maio é o cume: 10 milhões de grevistas. De noite, as delegacias de polícia são atacadas. Em Lyon, um delegado é morto. Após um mês depois, enquanto era perseguido por policiais, um estudante morre afogado. A França está paralisada. A crise se tornou social. Em 27 de maio, aumento do SMIG e dos salários, redução do tempo de trabalho, redução da idade de aposentadoria: sindicatos, empregadores e governo encontram um acordo. São os acordos de Grenelle. No entanto, os trabalhadores das grandes empresas não se pronunciam a favor da retomada do trabalho. No dia 29 de maio, em meio a uma crise, o Conselho de Ministros é suspenso. Durante sete horas, De Gaulle desaparece. Ele vai a Baden-Baden para consultar seu camarada, o General Massu. Um golpe para os franceses. Mas um empurrão para o chefe de Estado, que reage. No dia seguinte, efervescência embaixo do seu quepe. Remodelação ministerial, dissolução da Assembleia Nacional: na mesma noite, um desfile convocando os gaullistas une um milhão de pessoas na (Avenue des) Champs (Elysées). Após duas semanas de paralisia, os depósitos de combustível são desbloqueados. Em 4 de junho, retomada do trabalho em algumas empresas. E gradualmente na EDF-GDF, SNCF, RATP e PTT. Finalmente, nos dias 23 e 30 de junho, nas eleições legislativas, a União dos Democratas pela República obtém maioria absoluta. Nunca visto antes. De Gaulle ganhou. Mas nada será mais como antes. Para Daniel Cohn Bendit: « Nós proclamamos os direitos do presente contra o passado, trouxemos as vozes do momento face aos guardiões de museu. »   Bons estudos!
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Artigo: Le Château de Vaux-le-Vicomte

Como todos sabem, a França é um país conhecido essencialmente pela sua cultura, moda, culinária e monumentos. E o que falar dos monumentos? Entre os inúmeros que podemos encontrar por aqui, destaca-se uma quantidade incontável dos mais incríveis castelos (os châteaux). Eu morei na França durante 7 anos, e neste tempo tive a oportunidade de visitar alguns dos mais belos castelos franceses. Como arquiteta, e curiosa, adoro investigar o que está por trás das estruturas e principalmente das histórias que testemunharam a construção e consolidação do que foi um dia um grande império. E uma das histórias que mais me chamou atenção foi a do Château de Vaux-le-Vicomte. O domínio onde se situa esse castelo foi comprado por Nicolas Fouquet, superintendente de finanças de Louis XIV em 1641, mas a inauguração do castelo só ocorreu em 1661, quando Fouquet recebeu o Rei e toda a corte francesa numa gigantesca festa que bombou para 3 mil convidados. Dizem as más línguas que foi nessa festa que o Rei, invejando o deslumbre daquele castelo divino, mandou prender o tal superintendente. Imagina se alguém poderia ousar construir um castelo mais bonito e suntuoso que o seu?! Mas segundo fontes mais oficiais, a decisão já teria sido tomada 4 meses antes, pois o Rei suspeitava que Fouquet andava passando a mão no orçamento real (e inclusive em alguns livros da realeza: algo como 11 milhões!), o que teria sido apenas confirmado naquela ocasião. A mãe do Rei, muito nobre e educada, teria declarado que não era honroso para um rei mandar prender a pessoa que o recebe como convidado. O coitado do Fouquet foi então preso cerca de 15 dias depois da tal festa e, após um processo que durou 3 anos, foi condenado e passou os 15 últimos anos da sua vida na prisão (reza a lenda que ele ficou encarcerado no mesmo local e época que o “Homem da Máscara de Ferro”). O Rei Sol ordena então aos mesmos arquitetos e artistas que trabalharam na execução do Vaux-le-Vicomte que lhe fizessem um castelo ainda maior, mais lindo e mais purpurinado que aquele outro das inimigas (assim ele podia se livrar do velho Château de Saint- Germain-en-Laye, onde ele nasceu e viveu durante sua juventude, e o qual ele achava feio, bobo, chato e frio)! E voilà, assim nasceu o Château de Versailles.         E eu não canso de repetir (Louis XIV se revirar no caixão toda vez que eu digo isso… haha!), que se as pessoas – turistas ou até mesmo os franceses – tiverem a oportunidade, devem ir conhecer o Château de Vaux-le-Vicomte, pois ele é tão belo quanto o de Versailles (se não é mais…), e a sua beleza pode ser contemplada a uma escala muito mais humana.   Bons estudos!
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O que significa o provérbio: “L’habit ne fait pas le moine”?

Engraçado que por mais que os séculos passem, a essência do comportamento humano permanece a mesma. Segundo estudos, podemos encontrar vestígios sobre a origem desse provérbio já no século XIII, mas eu acho que esse ele ainda combina muito com o momento em que estamos vivendo atualmente. Nitidamente as aparências sempre deram grandes indícios sobre o comportamento das pessoas, ou ainda, as pessoas sempre utilizaram sua imagem para passar uma mensagem sobre sua personalidade (seja ela verdadeira ou não). Da mesma maneira que os gregos já diziam barba non facit philosophum, ou seja « a barba não faz o filósofo », os franceses continuam afirmando depois de muitos séculos que « l’habit ne fait pas le moine », ou seja « o hábito não faz o monge ». E o que isso quer dizer? Simplesmente que « as aparências enganam ». Vivemos em uma época em que somos julgados constantemente, e que devemos mostrar o quanto somos felizes e bem-sucedidos; e o quanto tudo o que fazemos, comemos, e lugares que visitamos são interessantes. Existe uma alta pressão social para sermos especialistas e completamente realizados em todos os domínios. Mas, obviamente, nada disso é real e por trás de tantas lindas imagens nas redes sociais somos simplesmente o que somos, com nossos medos e defeitos. E a despeito dessa pressão que sofremos, vivemos constantemente divulgando nossas vidas em tempo real, em um sistema contínuo avaliação no mundo virtual. Somos frequentemente incitados a mostrarmos uma aparência ilusória, pois achamos que só assim seremos aceitos socialmente. Entretanto, por baixo dos nossos hábitos habitam seres cujas essências deveriam ser evidenciadas. Tradução: C'est drôle que bien que les siècles passent, l'essence du comportement humain reste la même. Selon les études, nous pouvons trouver des traces de l'origine de ce proverbe datant du XIIIe siècle, mais je pense qu'il s’accorde encore très bien au moment où nous vivons actuellement. Il est clair que les apparences ont toujours donné de grands indices sur le comportement des gens, et les gens ont toujours utilisé son image pour transmettre un message de sa personnalité (que ce soit vrai ou non). Tout comme les Grecs, qui croyaient que barba non facit philosophum, à savoir « la barbe ne fait pas le philosophe », après plusieurs siècles, les Français sont toujours persuadés que « l'habit de ne fait pas le moine ». Et qu'est-ce que cela veut dire? Tout simplement que « les apparences trompent ». Nous vivons à une époque où nous sommes constamment jugés, et nous devons montrer à quel point nous sommes heureux et réussis; et combien tout ce que nous faisons, mangeons et les endroits que nous visitons sont intéressants. Il y a une forte pression sociale pour que nous soyons des experts et pleinement comblés dans tous les domaines. Mais évidemment, rien de tout cela n'est réel et derrière tant de belles images sur les réseaux sociaux, nous sommes simplement ce que nous sommes, avec nos peurs et nos défauts. Et malgré cette pression que nous subissons, nous diffusons constamment nos vies en temps réel, dans un système d'évaluation continue dans le monde virtuel. Nous sommes souvent encouragés à montrer une apparence illusoire, car nous croyons que c'est seulement de cette manière que nous serons acceptés socialement. Cependant, sous nos habits habitent des êtres dont les essences doivent être mises en évidence davantage.   Faça o download do áudio CLICANDO AQUI!  Bons estudos!  
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O que significa a citação: “L’amour pour principe, l’ordre pour base, et le progrès pour but”? – Auguste Comte

Sempre achei importante refletirmos sobre as bases nas quais nossa sociedade foi formada e observarmos de que maneira ela evolui. Considerando que vivemos um momento de grande reflexão não apenas no Brasil, mas de abrangência mundial, acho ainda mais oportuno entendermos de onde viemos e nos questionarmos com atenção para onde estamos indo. O lema « Ordem e Progresso » exposto na nossa bandeira sempre foi algo que me fez meditar sobre esses temas. Essa frase origina-se da máxima positivista : « O Amor por princípio, a Ordem por base; o Progresso por fim » (« L'amour pour principe, l'ordre pour base, et le progrès pour but »), do filósofo francês Auguste Comte. O positivismo, criado por Comte e John Stuart Mill, é uma corrente filosófica, sociológica e política que surgiu com base no desenvolvimento sociológico do iluminismo, tendo como grandes marcos da época a sociedade industrial e a Revolução Francesa. Ele propõe à existência humana valores completamente humanos, os quais podemos ver através deste lema a representação das aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista. O que entende-se dessa citação de Comte é que o Amor deve sempre ser o princípio de todas as ações individuais e coletivas; a Ordem consiste na conservação e manutenção de tudo o que é bom, belo e positivo; e o Progresso é a consequência do desenvolvimento e aperfeiçoamento da Ordem. No Brasil, o positivismo teve uma grande importância na Proclamação da República, fato histórico que ocorreu justamente quando a Revolução Francesa completava os seus 100 anos. De lá para cá, nosso país passou por muitas transformações. Às vezes penso que nosso lema não acompanhou essas transformações, ou ainda, que as transformações não seguiram necessariamente esse lema. Mas seja como for, seguiremos firmes e fortes em busca de uma sociedade mais humana, ainda que não sigamos mais os passos do positivismo. Tradução: J'ai toujours considéré qu'il était important de réfléchir aux fondements de notre société et d'observer son évolution. Considérant que nous vivons un moment de grande réflexion non seulement au Brésil, mais de portée mondiale, je pense qu'il est encore plus opportun de comprendre d'où nous venons et de nous questionner avec attention où nous allons. La devise « Ordre et Progrès » sur notre drapeau a toujours été quelque chose qui m'a fait réfléchir à ces sujets. Cette phrase provient de la maxime positiviste: « L'amour pour principe, l'ordre pour base, et le progrès pour but », du philosophe français Auguste Comte. Le positivisme, créé par Comte et John Stuart Mill, est un courant philosophique, sociologique et politique qui a émergé sur la base du développement sociologique de l’Illuminisme, ayant la société industrielle et la Révolution Française comme les événements contextuels majeurs. Il propose à l'existence humaine des valeurs pleinement humaines, lesquels on peut voir à travers cette devise la représentation des aspirations à une société juste, fraternelle et progressiste. Ce que l'on entend par cette citation de Comte, c'est que l'amour doit toujours être le principe de toutes les actions individuelles et collectives; l'Ordre consiste dans la conservation et le maintien de tout ce qui est bon, beau et positif; et le Progrès est la conséquence du développement et du perfectionnement de l'Ordre. Au Brésil, le positivisme était d'une grande importance dans la Proclamation de la République, un fait historique qui s'est produit précisément lorsque la Révolution française fêtait ses 100 ans. Depuis lors, notre pays a subi de nombreuses transformations. Parfois je pense que notre devise n'a pas suivi ces transformations, ou que les transformations n'ont pas forcément suivi cette devise. Mais en tout cas, nous resterons forts à la recherche d'une société plus humaine, même si nous ne suivons plus les pas du positivisme.   Faça o download do áudio CLICANDO AQUI! Bons estudos!
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Artigo: 50 anos de Maio de 68

Se você andasse pelas ruas do centro de Paris há exatos 50 anos veria uma cidade muito diferente. Não que a arquitetura da cidade tenha se transformado. Aliás, se você subisse pelo boulevard Saint Michel naquela época veria provavelmente os meus monumentos que ainda hoje estão por lá: a catedral Notre Dame à beira do Sena, a fonte Saint Michel no início do boulevard, as ruelas do Quartier Latin, o prédio da Universidade Sorbonne, e o fim do boulevard no Jardim de Luxemburgo. Mas naquele mês de maio de 1968 a atmosfera era completamente diferente. Percorrendo o mesmo trajeto leríamos nos muros do boulevard frases que se tornariam o slogan de muitas gerações.   La beauté est dans la rue!”   (A beleza está nas ruas!)   “Soyez réaliste demandez l’impossible” (Seja realista peça o impossível!)   “Il est interdit d’interdire” (É proibido proibir!)   Pela noite, bandeiras vermelhas por todos os lados eram iluminadas pelas chamas de ônibus e carros incendiados. Em cada ruela uma barricada feita com os paralelepipedos tirados do boulevard. Aqueles “pavés” (paralelepípedos) eram o símbolo daquela geração.    Um mês inteiro de manifestações, greves, confrontos com a polícia e com todo e qualquer representante de poder. O mote era dar vazão ao desejo de revolta, seja contra o governo, contra a polícia, contra o professor, contra os pais. A juventude francesa saiu às ruas para se revoltar contra tudo o que representava o passado conservador, patriarcal, autoritário do país. O que ficou conhecido como “Maio de 1968” em Paris foi uma das maiores revoluções culturais do ocidente no século XX. O cantor e compositor francês Renaud que tinha então 16 anos compôs na efervescência das ruas a sua primeira canção. Em sua letra podemos sentir um pouco da vibração e violência das noites de maio:   Je venais de manifester au Quartier J'arrive chez moi, fatigué, épuisé, Mon père me dit : bonsoir fiston, comment ça va ? Je lui réponds : ta gueule, sale con, ça t'regarde pas !   Eu acabava de manifestar no Quartier Latin Eu chego em casa, cansado, acabado, Meu pai me diz: bom dia filhão, como você está? Eu lhe respondo: cala boca velho, isso não te interessa!   Como explicar tamanha revolta? Os jovens franceses que atingiam a maioridade neste ano de 1968 foram a primeira geração nascida depois do fim da segunda guerra mundial. Uma geração que não conheceu as guerras em sua própria casa, uma geração que cresceu no impulso dos “30 anos gloriosos”, os anos que se seguiram à reconstrução da Europa. Um período de desenvolvimento econômico, pleno emprego e explosão do consumo. Diferente de seus pais e avós que passaram por duas guerras mundiais, os “soixante-huitards” (expressão que se refere À esta geração, algo como “os de 68”)  cresceram dentro das universidades. Estes jovens sonhadores não se encaixavam mais em um país de valores conservadores e que tinha um militar por presidente, o general Charles De Gaulle. O espírito desta geração foi cantado, de uma maneira belíssima, pelo compositor greco-ítalo-francês Georges Moustaki, em uma canção de 1969: Nous prendrons le temps de vivre D’être libres, mon amour Sans projets et sans habitudes Nous pourrons rêver notre vie Viens, je suis lá, je n’attends que toi Tout est possible, tout est permis Viens, écoute ces mots qui vibrent Sur les murs du moi de mai Ils nous disent la certitude Que tout peut changer un jour   Nós tomamos nosso tempo de viver De sermos livres, meu amor Sem projetos, sem hábitos Nós poderemos viver nossa vida Vem, eu estou aqui, e só espero você Tudo é possível, tudo é permitido Venha, escute essas palavras que vibram Nos muros do mês de maio Elas nos dão a certeza Que tudo pode mudar um dia   No início do mês a Universidade de Nanterre, criada na periferia parisiense para dar conta ao crescimento do número de estudantes nos últimos anos, foi fechada pelo reitor por causa de uma manifestação de jovens contrários à prisões de estudantes durante um ato contra a guerra do Vietnã dias antes. No dia seguinte um protesto organizado pelos mesmos estudantes no centro de Paris é reprimido  pela polícia. A brutalidade do confronto faz crescer o apoio aos universitários nos colégios. No dia 10 de maio é a noite das barricadas. Uma série de confrontos entre policiais e estudantes escondidos atrás de barricadas nas ruelas do Quartier Latin. Depois deste novo confronto muitos outros setores da sociedade se solidarizaram com os estudantes culminando em uma greve geral à partir do dia 14 de maio e mesmo à dissolução da Assembléia Nacional no fim do mês. O contato de um velho e de um novo mundo gerou uma grande explosão. As coisas foram voltando aos poucos à normalidade mas as marcas deste relâmpago social permanecem até hoje. Os jovens no mês de maio desejaram uma sociedade onde houvesse liberdade plena: liberdade individual, liberdade sexual, respeito à minorias, uma sociedade menos belicista e menos consumista. Reivindicações que ainda ecoam 50 anos depois deste mês de maio de 1968.                Bons estudos!  
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O que significa a gíria: “Vénère”?

Essa gíria é super usada na França! Basta conversar com um parisiense por 10 minutos para ouvi-la ao menos uma vez! Já falamos aqui sobre o fato dos franceses (principalmente os parisienses) adorarem protestar, reclamar etc.. « Râler » (resmungar/reclamar) é o esporte preferido dos franceses. Rs! Logo, é muito comum ver um francês irritado com algo, seja porque o sistema de transporte público está em greve, ou porque o chefe é um mala, ou ainda porque ele recebeu a foto de um amigo que está de férias no Caribe, enquanto ele trabalha em pleno inverno. Mas de onde vem essa gíria? « Vénère » nada mais é do que a palavra « énervé » em verlan, ou seja, aquele tipo de gíria onde a gente inverte as sílabas das palavras. Visto que « énervé » significa literalmente « enervado »/« irritado », seu correspondente no verlan tem o mesmo significado. Às vezes eu até esquecia que a palavra original « énervé » existia, de tanto que se ouvia (ou que eu mesma falava) « Je suis vénère! ».   Tradução: Cet argot est extrêmement utilisé en France! Il suffit de parler à un parisien pendant 10 minutes pour l'entendre au moins une fois! Nous avons déjà parlé ici du fait que les français (surtout les parisiens) aiment protester, se plaindre, etc. Râler est le sport préféré des français. LOL! Il est donc très fréquent de voir un français ennuyé par quelque chose, soit parce que le système des transports en commun est en grève, soit parce que son patron est chiant, ou encore parce qu'il a reçu la photo d'un ami qui est en vacances dans les Caraïbes tandis qu'il travaille en plein hiver. Mais d'où vient cet argot? « Vénère » n'est rien d’autre que le mot « énervé » en verlan, c'est-à-dire ce style d’argot où l'on inverse les syllabes des mots. Puisque « énervé » signifie littéralement « en colère »/ « irrité », son correspondant en verlan a le même sens. Parfois j'oubliais même que le mot original « énervé » existait, tellement on entendait (ou que je le disais moi-même) « Je suis vénère ! ». Algumas exemplos: (Quelques exemples:) J’ai mis une heure pour arriver au boulot aujourd’hui ! Je suis tellement vénère! Eu levei uma hora pra chegar no trabalho hoje! Tô com muita raiva! Il s’est vénère contre moi, mais je ne sais pas ce que je lui ai fait… Ele se irritou comigo, mas eu não sei o que eu fiz a ele…   Clique aqui para fazer o download do áudio do primeiro exemplo e do segundo exemplo! Bons estudos!
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O que significa o provérbio: “Tout est bien qui finit bien”?

  O título dessa peça de teatro de Thomas Middleton e William Shakespeare, do original em inglês  « All's Well That Ends Well », acabou se transformando, na França, em um conhecido provérbio. « Tout est bien qui finit bien » poderia ser facilmente traduzido por « no final, tudo dá certo » ( «... se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim », como já dizia Fernando Sabino). Apesar de ser originalmente inglês, o recito discorre-se entre a França e a Itália. Ele narra a história de Hélène, uma órfã pupila da condessa de Roussillon, que é completamente apaixonada pelo filho desta última, o conde Bertrand. Mas como Hélène não é de origem nobre, a única esperança de se casar com o conde surge quando ela o ajuda a se reestabelecer de uma séria doença. Hélène é, então, presenteada com a possibilidade de escolher qualquer homem do reino para se casar. Ela escolhe Bertrand e, mesmo tendo salvado a sua vida, ele a recusa e diz que só se casaria com ela se ela conseguisse colocar uma aliança em seu dedo e engravidar dele. A história se desenrola e Hélène consegue finalmente cumprir as duas condições impostas pelo conde, que não vê outra alternativa a não ser honrar com seu compromisso. Ainda que o final deste conto seja de uma felicidade duvidosa (rs!), trata-se de uma frase motivadora, onde devemos continuar lutando, persistindo para uma conclusão afortunada. Eu costumava ouvir frequentemente essa frase na França, sobretudo após ter conseguido um bom resultado depois de ter passado por uma situação difícil ou de muito esforço. Sempre tinha um amigo próximo que vinha com essa frase como forma de reconforto.   Tradução: Le titre de la pièce théâtral de Thomas Middleton et William Shakespeare, en anglais « All's Well That Ends Well », s’est transformé dans un très célèbre proverbe en France. « Tout est bien qui finit bien », peut être traduit en portugais par « no final, tudo dá certo » ( «... et si ce n’est pas bien, c’est parce que ce n’est pas encore fini » selon l’écrivain Fernando Sabino). Bien que le scénario original soit anglais, le récit se passe entre la France et l’Italie. Il raconte l’histoire d’Hélène, une orpheline pupille de la comtesse de Roussillon, qui est follement amoureuse de son fils, le compte Bertrand. Cependant, puisqu’Hélène n’est pas d’origine noble, le seul espoir de se marier avec le comte vient après qu’elle l’ait aidé à se rétablir d’une sérieuse maladie. En remerciement, Hélène reçoit la possibilité de choisir n’importe quel homme du royaume pour se marier. Elle choisit Bertrand, qui refuse, bien qu’elle lui ait sauvé la vie. Il lui impose donc deux conditions pour pouvoir l’épouser : lui glisser une bague au doigt et tomber enceinte de lui. L’histoire se déroule et Hélène arrive à remplir les deux conditions imposées par le compte, qui ne voit pas d’autre alternative qu’honorer sa promesse. Même si on peut considérer que la fin de cette allégorie soit douteuse (lol), il s’agit d’une phrase de motivation, où l’on doit continuer à lutter et persister pour atteindre un résultat prospère. J’entendais très souvent ce proverbe en France, surtout après avoir réussi quelque chose suite à une situation difficile, ou avec beaucoup d’effort. Il y avait toujours un ami proche qui utilisait ce proverbe comme forme de réconfort.   Faça o download do áudio CLICANDO AQUI!  Bons estudos!
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